O método usado
para datação dos fósseis é chamado de datação radioativa, que se baseia no
fenômeno da radioatividade e foi descoberto nos anos quarenta por Willard Libby.
A radioatividade faz os átomos perderem partículas (prótons ou nêutrons) na
forma de radiação, causando variação no seu número de massa ou no seu número
atômico. No caso de fósseis de seres vivos, costuma-se usar o carbono-14 (com
sete prótons e sete nêutrons) para fazer a datação. O carbono-14 emite
radiação, perdendo dois nêutrons e se transformando em carbono-12. Em 5730
anos, certa quantidade de carbono-14 ficará reduzida à metade, sendo a outra
metade transformada em carbono-12. Por isso, esse tempo é chamado de meia-vida.
A meia-vida do carbono-14 é tão curta que ele apenas pode ser usado para medir
restos de organismos que viveram até 70.000 anos atrás. Para organismos mais antigos usa-se o mesmo
processo, mas torna-se necessário recorrer a outro elemento radioativo, de
meia-idade mais longa como referência.
| Esqueletos no setor da morte no Museu Arqueológico de Xingó |
Fontes:

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